sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Especialistas criticam série do Fantástico sobre autismo

Grupo afirma que reportagens apresentadas por Drauzio Varella mostram apenas uma visão sobre o transtorno

Um grupo formado por cerca de 500 profissionais que atuam em mais de 100 instituições nacionais de saúde está indignado com a série de reportagens sobre o autismo exibida no programa Fantástico, da Rede Globo. De acordo com o Movimento Psicanálise Autismo e Saúde Pública (MPASP), a série “Autismo: Universo Particular”, apresentada por. Drauzio Varella, representa um desserviço à população.
“O programa apresentou informações desatualizadas e que não estão de acordo com aquilo que as equipes multidisciplinares têm revelado”, disse Nina Leite, psicóloga, pesquisadora do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp (SP) e integrante do movimento.

 
A psicanalista Sandra Pavone, mestre em semiótica e comunicação pela PUC-SP, pega mais leve nas críticas. “Foi uma visão fechada sobre o tema. Esta é uma das visões, mas não é a única”, define. Sandra lamenta que o programa tenha sido “reducionista”. “É uma pena. Esta foi a primeira vez que o tema ganhou a possibilidade de alcançar tantas pessoas pela mídia”. De acordo com estimativas, cerca de 1% da população apresenta algum dos transtornos do espectro do autismo.

Para o grupo, que publicou uma carta aberta como manifesto, o principal problema do programa foi tratar o autismo como incurável. “Tenho dois casos de cura para contar e isso só no meu consultório”, rebate Wagner Ranna, médico pediatra, professor da Faculdade de Medicina da USP e especialista em saúde mental de criança e adolescente.

“Vendo a reportagem, a sensação que fica é que uma vez autista, sempre autista. Isso não é uma verdade. Existem casos de crianças que com um ano e meio apresentavam sintomas de risco e depois, com quatro anos, não são mais diagnosticadas com autismo”, diz Ranna. “Os pessimistas, claro, afirmam que estes casos ocorrem por erro no primeiro diagnóstico”.

O pediatra afirma que até mesmo os casos genéticos, que representariam apenas 5% dos diagnósticos, não devem ser considerados incuráveis. “A presença de um gene não vai selar o sintoma. O gene não é desativado, ele tem a expressão alterada e isso muda o sintoma”, disse.

Porém, as críticas do MPASP sobre a abordagem ao tratar o autismo não são unanimidade entres os especialistas do País. O psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo Guilherme Polanczyk discorda do barulho provocado pelo MPASP. “O autismo é uma condição crônica e persistente. Não conseguimos falar em cura. Se alguém descobriu que o autismo tem cura. Isso sim é uma grande novidade”, disse. Polanczyk afirma ainda que o curso do transtorno pode ser variado, mas não há cura.

“Acho que existe um desconhecimento muito grande. As pessoas se valem de teorias, achismo e entendimentos diversos. Nossos estudos mostram que o autismo é um transtorno perene, resultado de processos biológicos do desenvolvimento do cérebro que sofre também ou outras causas variáveis sejam nutricionais, exposição do feto à poluição”, disse Polanczyk sobre a crítica de que a série teria apresentado uma visão reducionista.

Procurados pela reportagem do iG, nem o Fantástico, nem o médico Drauzio Varella quiseram se pronunciar.

Alimentos transgênicos – Saiba como identifica-los




Alimentos transgênicos geram muitas polêmicas e nós aqui do Coletivo Verde estamos preparando uma matéria mais profunda sobre o assunto. Mas, o que vou tratar hoje é do direito do consumidor escolher se deseja ou não se alimentar de transgênicos.

Rotulação dos alimentos trangênicos – Como saber se um produto é transgênico



Atualmente encontramos diversos alimentos com matéria prima à base de transgênicos e desde 2003 existe no Brasil o decreto de rotulagem (4680/2003), que obrigou empresas da área da alimentação, produtores, e quem mais trabalha com venda de alimentos, a identificarem, com um “T” preto, sobre um triangulo amarelo, o alimento com mais de 1% de matéria-prima transgênica.

A resistência das empresas foi grande, e muitas permaneceram sem identificar a presença de transgênicos em seus produtos. O Ministério Público Federal investigou e a justiça determinou que as empresas rotulassem seus produtos, o que começou a ser feito a partir de 2008.



A rotulagem de produtos transgênicos é um direito básico dos consumidores. Todos nós temos o pleno direito de saber o que consumimos.

A leitura de rótulos é muito importante para identificar alimentos com o menor índice de aditivos químicos preservando nossa saúde e também perceber se na embalagem existe o selo de identificação de transgênicos, que muitas vezes está bem pequeno e no cantinho.


É verdade, temos transgênicos no mingau do bebe, nos óleos de soja, milho e algodão. Interessante saber também que a canola é uma planta transgênica. A alternativa é o óleo de girassol ou o azeite de oliva para quem quer consumir produtos não transgênicos.

Uma alimentação orgânica certificada ainda é o que podemos fazer de melhor para fugir dos transgênicos, agrotóxicos, promotores de crescimento e aditivos químicos. O objetivo deste texto é alertar que é preciso tomar uma posição, seja quanto à informação, à alimentação, ao Meio Ambiente ou à maneira como somos tratados pelas Empresas. Compromisso e respeito são essenciais em todas as relações.

A Lista dos 10 piores alimentos para o ser humano

Recebi um email sobre “Os 10 piores alimentos para o Ser Humano” e concordei com tudo o que foi escrito, mas fiquei pensando, como as pessoas que não tem o conhecimento das trocas que se pode fazer a favor de uma alimentação mais saudável, agiriam, provavelmente com pessimismo e com a famosa frase: “Ah se eu for pensar nisso não como mais nada”.

Mas não se deixe contaminar pelo pessimismo, criei dicas bem fáceis e criativas para você transformar estes alimentos em versões mais saudáveis e saborosas.Conheça o abaixo a lista feita pela nutricionista Michel Schoffro Cook e “soluções” para transforma-los.

10º lugar: Sorvete.

Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e de saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso.

Solução: Pois bem, que tal um delicioso sorvete caseiro feito de inhame? Isso mesmo Inhame, dá a consistência perfeita, a liga, não tem sabor, portanto se harmoniza muito facilmente. Além disso, tem grandes propriedades nutricionais. Vale a pena experimentar, é muito fácil de fazer!

Sorvete de Inhame, ingredientes:
  • 500gr de inhame cozido e descascado
  • 01 lata de leite condensado e 01 de leite fresco
  • 01 garrafinha de creme de leite fresco
  • 01 colher de chá de baunilha
  • Modo de Preparar:
  • Bater tudo no liquidificador, a base do sorvete está pronta.
Colocando o sabor:
  Baunilha: Acrescente no liquidificador 1 colher de café de baunilha Chocolate: Acrescente no liquidificador 2 colheres de sopa de cacau em pó. Se quiser fazer o gênero Chocolate Chique, coloque amêndoas picadinhas , nozes, pedacinhos de chocolate amargo, ou o que preferir. Frutas: acrescente à mistura do liquidificador 1 copo do suco da fruta de sua preferência.

9º lugar: Salgadinho de milho

Desde o surgimento dos alimentos transgênicos, a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Ela aponta que esse alimento pode causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor ganho de peso e irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios.
Solução: É verdade o milho está quase todo transgênico, mas ainda temos a pipoca orgânica. Promova uma deliciosa rodada de pipoca de verdade, aquela da panela que faz barulho e convide a criançada para participar. Garanto que os salgadinhos serão esquecidos, pois o cheirinho e o carinho são muito mais irresistíveis.

8º lugar: Pizza

Nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas com farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.

Solução: Ah também tenha dó pizza congelada,ninguém merece. Peça uma quentinha na pizzaria mais próxima (é menos prejudicial e bem mais gostosa) ou faça a sua própria massa e chame todo mundo para colocar o recheio favorito.

Aproveite e desvende novos sabores, tenha várias cumbucas com ingredientes diferentes: mussarela ralada, azeitonas pretas picadas, alho poro refogado, cogumelos no azeite, muito tomate orgânico temperado, folhinhas de rúcula e manjericão, ricota temperada, mussarela de búfala, e tudo o mais que a sua imaginação for capaz de criar. Aproveite e faça umas doces também: bananas ou maçãs cozidas com açúcar e canela, brigadeiro, goiabada e queijo branco.



7º lugar: Batatas fritas

Contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, mas também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas.

Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo e agravar problemas cardíacos, câncer e artrite.

Solução: Começo a pensar que o problema maior não são os industrializados, e sim os hábitos das famílias. Já que as crianças amam batatas fritas porque não usar batatas orgânicas fritas em óleo de girassol, feitas em casa lógico?

Conhecem as falsas batatas fritas? Aí vai a receita: Cozinhar ligeiramente as batatas cortadas em cubinhos, escorrer, salpicar sal marinho e jogá-las em óleo bem quente apenas para dourar. Pode ser feito com mandioquinha e mandioca também. É fritura, sim, mas bem menos perversa.

6º lugar: Salgadinhos de batata

Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena. Solução: O conselho do 5º lugar aqui também é válido.

5º lugar: Bacon

O consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão.



4º lugar: Cachorro-quente

Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, também nos EUA, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebês. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal.

Solução para o 5º e 4º lugares: As carnes em geral são repletas de promotores de crescimento, às processadas ainda se acrescentam os aditivos químicos. Troque tudo isso por um lindo pão caseiro feito com linhaça e gergelim, aberto ao meio, coloque um ovo caipira frito na manteiga, rodelas de tomate temperado com azeite extra virgem, sal marinho e orégano. Acrescente fatias de mussarela ou queijo branco. Leve ao forno para derreter o queijo. Depois de tirar do forno acrescente 1 ou 2 folhas de alface. Coloque num prato bem bonito. Duvido que alguém reclame. Não gosta de ovo? Faça só com queijo.

3º lugar: Donuts (rosquinhas fritas)

Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans – o pior tipo de gordura que você pode ingerir. Essas substâncias estão relacionadas a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contêm, em média, 300 calorias cada.

Solução: Um bolo caseiro substitui muito bem essas rosquinhas horrorosas, puro açúcar. Temos como opção um bolo de chocolate, preferência nacional, mas pode ser de fubá, cenoura, laranja, baunilha.


2º lugar: Refrigerante

De acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola (www.mercola.com), uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos. Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.

1º lugar: Refrigerante Diet

É o pior alimento de todos os tempos. Além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte. Os efeitos do aspartame podem ser confundidos com a doença de Alzheimer, síndrome de fadiga crônica, epilepsia, vírus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotireoidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Ménière, esclerose múltipla, e pós-pólio.

Solução para o 2º e 1º lugares: Sucos, sucos e sucos de frutas. Vitaminas com leite e frutas, banana e chocolate. Deixe seu filho conhecer novos sabores, ofereça, coloque em copos e jarras chamativos, canudos, guardanapos engraçados, mesas enfeitadas. Pense bem, as propagandas e as embalagens são muito mais gostosas que a bebida ou a comida em si, será que não está faltando charme em sua mesa? Será que o belo não está sendo esquecido em função da praticidade? Comemos primeiro pelos olhos, sempre. Capricho, carinho e atenção são os melhores condimentos.

Lembrando: a Natureza cobra, e somos parte dela, nossa natureza é um alimento puro, vivo, com a energia do carinho na escolha, na preparação e no servir.Reveja seus valores nutricionais, converse com seu filho sobre os problemas causados pelo alimento no Ser Humano e no Meio Ambiente. Vale dedicar um pouco mais de tempo para o alimento, o resultado aparece na Saúde e na Consciência.

Alimentos industrializados: Corantes, espessantes, gordura trans e outros produtos podem fazer ma

Gordura trans, vegetal ou hidrogenada, espessantes, acidulantes, ácido cítrico, ciclamato de sódio, aspartame, conservante antimofo. Você sabe o que está colocando no seu prato quando consome produtos industrializados que contêm esse bando de ingredientes e qual a relação deles com sua saúde? A maioria das pessoas, não. Devido à sua praticidade, os industrializados ocupam uma parcela cada vez maior no mercado de alimentos — afinal, o único trabalho que se tem é o de abrir a embalagem e colocá-la, geralmente, no forno de microondas. Definitivamente, os industrializados vieram para ficar, pois representam uma solução confortável para a vida corrida de um mundo cada vez mais globalizado.

Esses alimentos, entretanto, podem ser uma verdadeira armadilha para a saúde, causando alergias, doenças cardiovasculares e até câncer quando consumidos demasiadamente, segundo o nutrólogo Ênio Cardillo Vieira, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e vice-presidente da Academia Mineira de Medicina. Reportagem de Ludmylla Sá, no Correio Braziliense.

“Para tornar esses alimentos mais vistosos, práticos e duráveis, os fabricantes se valem de algumas dezenas de aditivos químicos. Os mais comuns são os corantes, aromatizantes, conservantes, antioxidantes, estabilizantes e acidulantes. São eles os responsáveis por dar sabor, cheiro e aspecto naturais aos alimentos industrializados, além de maior durabilidade. Os embutidos e os enlatados, ou seja, os alimentos cárneos, que dominam a nossa vida, caso dos hambúrgueres, defumados e salsichas, são os grandes vilões”, ataca. “Eles têm alto índice de nitrito, uma espécie de conservante que pode produzir nitrozanina, substância altamente cancerígena. No Japão, há um índice elevado da doença atribuído ao alto consumo de defumados.”

Outra grande vilã é a gordura vegetal hidrogenada, amplamente conhecida como gordura trans. Ela está presente na maioria dos alimentos, como biscoitos (recheados e waffers) — nos quais também são encontrados conservantes, antimofos e corantes —, salgadinhos empacotados, batatas fritas, tortas e bolos prontos, pães doces, pães de forma, sorvete, achocolatados prontos, margarina, requeijão cremoso, pipoca para microondas, temperos prontos, em tabletes ou em pó. “A diferença da margarina para o plástico, inclusive, é de apenas uma molécula”, acrescenta o nutrólogo.

Colesterol
Adotada pela indústria como alternativa à gordura de origem animal, conhecida como saturada, a gordura trans foi considerada, por um tempo, por ser de origem vegetal, pouco ofensiva à saúde. Estudos posteriores, porém, descobriram que ela é ainda pior que a saturada, pois aumenta o LDL (colesterol ruim) e baixa o HDL (colesterol bom), causando doenças, sobretudo cardiovasculares, como infarto do miocárdio e derrame cerebral, de acordo com Cardillo. “A gordura de origem animal, por seu lado, não diminuiu os níveis de HDL no organismo”, acrescenta.

A aceleração da vida moderna torna uma tarefa árdua saber o que realmente está sendo ingerido, na avaliação da especialista em nutrição Maria Isabel Correia, professora do Departamento de Cirurgia da UFMG. “Se pudéssemos trocar o bolo vistoso daquela confeitaria famosa pelo que fazemos em casa seria o ideal, porque saberíamos o que realmente estaríamos adicionando e, posteriormente, comendo. Como é difícil, o ponto-chave é saber o que é bom e o que é menos ruim, pois, na correria do dia a dia, vamos comê-lo invariavelmente. A dieta ideal é a mais natural possível, o que é quase impossível na nossa rotina”, pondera.

De qualquer forma, é bom que os hábitos alimentares sejam reavaliados, segundo Ênio Cardillo, e, sobretudo, o estilo de vida. Assim, será possível evitar uma série de malefícios à saúde, principalmente o câncer. “Pesquisas do Instituto Nacional do Câncer mostram que o câncer é uma doença de estilo de vida e 30% dos casos são causados pelos maus hábitos alimentares”, acrescenta Maria Isabel.

Então, é bom abrir o olho e ler, tintim por tintim, os rótulos dos alimentos, segundo Maria Isabel. Eles devem trazer, por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), todas as informações referentes ao conteúdo dos alimentos, como a quantidade de colesterol, de cálcio e de ferro e também se o produto apresenta quantidade igual ou superior a 5% da ingestão diária recomendada (IDR) desses itens.

Inimigo oculto

ALGUNS ADITIVOS E OS EFEITOS COLATERAIS DOS CONSERVANTES

» ANTIOXIDANTES: são compostos que previnem a deterioração dos alimentos por mecanismos oxidativos. A oxidação envolve a adição de um átomo de oxigênio ou a remoção de um átomo de hidrogênio das moléculas que constituem os alimentos. Os mais usados são ácido benzoico, nitratos e nitritos. Podem causar alergia, distúrbios gastrointestinais, dermatite, aumento de mutações genéticas, hipersensibilidade, câncer gástrico e do esôfago.

» CORANTES: podem ser naturais ou sintéticos — esses, geralmente em pó ou em grãos, são tóxicos. Como, porém, a concentração usada é muito pequena, não chega a ser preocupante. Mesmo assim, certos corantes permitidos no Brasil (a exemplo do Allura) foram proibidos em vários países (como o Canadá), porque podem causar reações alérgicas, convulsões e câncer.

» ESPESSANTES OU ESTABILIZANTES: a principal função é aumentar a viscosidade do produto final, bem como estabilizar emulsões. A formação e a estabilização de espuma em vários produtos também são efeitos desses aditivos. Podem provocar irritação da mucosa intestinal e ação laxante.

» UMECTANTES: responsáveis por manter o alimento úmido e macio. No coco ralado, por exemplo, é adicionada glicerina. Nos marshmallows, adiciona-se monoestearato glicérico. Podem causar distúrbios gastrointestinais e da circulação pulmonar.

» ACIDULANTES (ÁCIDO ACÉTICO): aumentam a acidez, ou simplesmente dão ou intensificam o sabor ácido. Pode ajudar na conservação, por atenuar o aparecimento de certos microorganismos ao aumentar o Ph do meio. Aumentam ainda a eficácia de conservantes. Quando usados demasiadamente, podem provocar cirrose hepática, descalcificação dos dentes e dos ossos.

» FLAVORIZANTES: são responsáveis por dar ao produto industrializado sabor característico ao in natura. Podem causar câncer e alergias.

» GORDURA TRANS: é a gordura vegetal transformada em gordura sólida. Também conhecida como óleo hidrogenado, é usada para dar crocância e consistência aos produtos industrializados. Causa obesidade, câncer de mama e doenças cardivasculares, em decorrência do aumento do colesterol ruim e da diminuição do colesterol bom.

» AGENTES ADOÇANTES: estão presentes em produtos destinados a consumidores que precisam de restrição calórica, portadores de diabetes ou pessoas que têm problemas ao ingerir certos açúcares. Os mais usados na indústria são o aspartame e os elaborados a partir de ciclamato de sódio e sacarina sódica, que podem provocar câncer, o que ocorreu com estudos em ratos. Por isso, embora vendidos livremente no Brasil, foram proibidos nos EUA, ainda que sem testes em seres humanos.

Alimentos infantis industrializados

De acordo com um estudo de provocação alimentar baseado na comunidade, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, publicado na Internet no dia 6 de setembro na Lancet, corante
alimentar e aditivos artificiais comumente encontrados na alimentação infantil aumentam o nível médio de hiperatividade em crianças de 3 anos e de 8 a 9 anos.

“Há muito tempo é sugerido que corantes alimentares artificiais e outros aditivos alimentares (CAAA) afetam o comportamento em crianças”, escrevem Donna McCann, PhD, da University of Southampton, no Reino Unido, e colaboradores. “Apesar do fracasso de estudos recentes em identificar a extensão dos efeitos adversos sugeridos, uma recente metanálise de estudos duplocegos, controlados por placebo mostrou um efeito significativo dos corantes alimentares artificiais e outros aditivos alimentares no comportamento de crianças com TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade). Ainda não está bem estabelecido o possível benefício da retirada destes compostos da dieta para a redução do nível de hiperatividade na população em geral”.

Os pesquisadores randomizaram 153 pacientes com 3 anos de idade e 144 com idade entre 8 e 9 anos para receber uma bebida de provocação contendo benzoato de sódio e uma de duas misturas de corante artificial ou aditivo alimentar (A e B) ou uma mistura de placebo. A primeira medida de desfecho foi um agregado de hiperatividade global, derivado de pontuações-z reunidas a partir de comportamentos observados e de avaliações feitas por professores e pais, bem como um teste computadorizado de atenção para crianças de 8 a 9 anos.

Por razões não relacionadas ao comportamento infantil, 16 crianças de três anos e 14 crianças de 8 a 9 anos saíram do estudo. Quando comparado com placebo, a mistura A, mas não a mistura B, teve efeito adverso significativo no agregado de hiperatividade global para todas as crianças de 3 anos de idade (tamanho do efeito, 0,20; IC de 95%, 0,01 – 0,39; p = 0,044).

Quando a análise foi restrita somente às crianças de 3 anos que consumiram mais de 85% do suco e não tinham dados omissos, os achados foram semelhantes (tamanho do efeito, 0,32; IC de 95%,
0,05 – 0,60; p = 0,02). 

Para crianças de 8 a 9 anos de idade que consumiram pelo menos 85% das bebidas e não tinham dados omissos, houve efeitos adversos significativos comparados ao placebo tanto para mistura A (tamanho do efeito, 0,12; IC de 95%, 0,02 – 0,23; p = 0,023) quanto para mistura B (tamanho do efeito, 0,17; IC de 95%, 0,07 – 0,28; p = 0,001).

“Corante artificial ou conservante de benzoato de sódio (ou ambos) na dieta resultam em hiperatividade aumentada em crianças de 3 anos e de 8/9 anos na população geral”, relatam os autores. “Nós registramos diferenças individuais importantes na resposta das crianças aos aditivos. Para os dois grupos etários, nenhum efeito significativo de fatores sociais e demográficos foi visto no nível inicial de agregado global de hiperatividade (global hyperactivity aggregate – GHA) nem na redução dos efeitos da provocação”.

As limitações do estudo incluíram inabilidade de determinar compostos específicos na mistura que são nocivos e falta de controle sobre quando as provas são ingeridas em relação ao momento de medidas de hiperatividade. 

“Embora o uso de corantes artificiais na fabricação dos alimentos possa parecer supérfluo, o mesmo não pode ser dito para o benzoato de sódio, que tem uma importante função conservante”, concluem os autores. “As implicações desses resultados para a regulação do uso de aditivos alimentares pode ser importante”.

The Food Standards Agency financiou este estudo. Os autores não divulgaram relações financeiras relevantes.

Autora:Laurie Barclay, MD
(Fonte: revista The Lancet. Publicado on line em 6 de setembro de 2007.) 
 

Aditivos alimentares e hiperatividade em crianças

Aditivos alimentares artificiais podem aumentar a hiperatividade em crianças- De acordo com um estudo de provocação alimentar baseado na comunidade, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, publicado na Internet no dia 6 de setembro na Lancet, corante alimentar e aditivos artificiais comumente encontrados na alimentação infantil aumentam o nível médio de hiperatividade em crianças de 3 anos e de 8 a 9 anos.

“Há muito tempo é sugerido que corantes alimentares artificiais e outros aditivos alimentares (CAAA) afetam o comportamento em crianças”, escrevem Donna McCann, PhD, da University of Southampton, no Reino Unido, e colaboradores. “Apesar do fracasso de estudos recentes em identificar a extensão dos efeitos adversos sugeridos, uma recente metanálise de estudos duplocegos, controlados por placebo mostrou um efeito significativo dos corantes alimentares artificiais e outros aditivos alimentares no comportamento de crianças com TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade). Ainda não está bem estabelecido o possível benefício da retirada destes compostos da dieta para a redução do nível de hiperatividade na população em geral”.

Os pesquisadores randomizaram 153 pacientes com 3 anos de idade e 144 com idade entre 8 e 9 anos para receber uma bebida de provocação contendo benzoato de sódio e uma de duas misturas de corante artificial ou aditivo alimentar (A e B) ou uma mistura de placebo. A primeira medida de desfecho foi um agregado de hiperatividade global, derivado de pontuações-z reunidas a partir de comportamentos observados e de avaliações feitas por professores e pais, bem como um teste computadorizado de atenção para crianças de 8 a 9 anos.

Por razões não relacionadas ao comportamento infantil, 16 crianças de três anos e 14 crianças de 8 a 9 anos saíram do estudo. Quando comparado com placebo, a mistura A, mas não a mistura B, teve efeito adverso significativo no agregado de hiperatividade global para todas as crianças de 3 anos de idade (tamanho do efeito, 0,20; IC de 95%, 0,01 – 0,39; p = 0,044).

Quando a análise foi restrita somente às crianças de 3 anos que consumiram mais de 85% do suco e não tinham dados omissos, os achados foram semelhantes (tamanho do efeito, 0,32; IC de 95%,
0,05 – 0,60; p = 0,02).

Para crianças de 8 a 9 anos de idade que consumiram pelo menos 85% das bebidas e não tinham dados omissos, houve efeitos adversos significativos comparados ao placebo tanto para mistura A (tamanho do efeito, 0,12; IC de 95%, 0,02 – 0,23; p = 0,023) quanto para mistura B (tamanho do efeito, 0,17; IC de 95%, 0,07 – 0,28; p = 0,001).

“Corante artificial ou conservante de benzoato de sódio (ou ambos) na dieta resultam em hiperatividade aumentada em crianças de 3 anos e de 8/9 anos na população geral”, relatam os autores. “Nós registramos diferenças individuais importantes na resposta das crianças aos aditivos. Para os dois grupos etários, nenhum efeito significativo de fatores sociais e demográficos foi visto no nível inicial de agregado global de hiperatividade (global hyperactivity aggregate – GHA) nem na redução dos efeitos da provocação”.

As limitações do estudo incluíram inabilidade de determinar compostos específicos na mistura que são nocivos e falta de controle sobre quando as provas são ingeridas em relação ao momento de medidas de hiperatividade. 

“Embora o uso de corantes artificiais na fabricação dos alimentos possa parecer supérfluo, o mesmo não pode ser dito para o benzoato de sódio, que tem uma importante função conservante”, concluem os autores. “As implicações desses resultados para a regulação do uso de aditivos alimentares pode ser importante”.

The Food Standards Agency financiou este estudo. Os autores não divulgaram relações financeiras relevantes. 

Autora:Laurie Barclay,MD (artigo publicado na revista The Lancet) 
 

Males de alimentos industrializados

Cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, chegaram à conclusão de que dietas com predomínio de alimentos processados causam mau comportamento e dificuldades de aprendizado em crianças. Os pesquisadores acreditam que os alimentos com baixo valor nutricional, conhecidos como junk food , além de não possuir quantidade suficiente de vitaminas, minerais e gorduras essenciais, reduzem a absorção de nutrientes que melhoram a concentração. Segundo a pesquisa, milhares de crianças sob medicação para combater déficit de atenção poderiam apresentar grande melhora somente modificando a alimentação.

O estudo envolveu mais de 100 crianças inglesas com problemas de coordenação e mostrou que fornecer gorduras essenciais, como as encontradas em peixe e sementes, aumenta a capacidade cerebral. A habilidade de aprender e o comportamento das crianças que receberam suplementação dessas gorduras em suas dietas melhoraram consideravelmente. Alguns resultados foram registrados apenas três meses após a suplementação. As crianças receberam diariamente suplementos ricos em gorduras essenciais omega-3, que são vitais para o desenvolvimento cerebral, porém foram reduzidas drasticamente da dieta da maioria das pessoas nas últimas decadas.

Na pesquisa, cerca de 40% das crianças que utilizaram os suplementos de omega-3 apresentaram uma enorme melhora na capacidade de leitura e soletrar palavras. Além disso, também houve melhora na concentração e comportamento. O estudo envolveu 117 crianças com idade entre 5 e 12 anos, consideradas com capacidade mental normal, porém com dificuldades de aprendizado e suspeitas de possuírem dispraxia, uma condição que afeta a coordenação. Metade das crianças recebeu suplementos de omega-3 em cápsulas por três meses e o restante do grupo teve um tratamento placebo com cápsulas azeite.

As crianças que tomaram omega-3 fizeram progressos comparados a 10 meses em apenas três meses, enquanto as outras não apresentaram mudança significativa. O mesmo aconteceu quando os grupos foram invertidos. Após três meses de suplemento, metade das crianças demonstrou uma melhora tão significativa que puderam ser classificadas como normais, sem os problemas detectados no início do estudo. Os pesquisadores, coordenados pela médica Alexandra Richardson, do Departamento de Fisiologia da Universidade de Oxford, temem que dietas pobres possam prejudicar permanentemente o desenvolvimento cerebral em crianças.

Fonte: Life Extension Foundation.