Compartilho, com vocês, a matéria que saiu no O Globo na versão
para Ipad ontem. Está bem completa e falaram com vários profissionais,
inclusive sobre a questão da “pegadinha” do artigo 7 do PL 1631.
Parabéns à repórter Manuela Andreoni!
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
'Divã do Faustão’, equívocos e o poder da televisão
Patrícia Kogut
Betty Monteiro, psicóloga do 'Domingão' (Foto: Reprodução)
Mas o que precedeu essa sucessão de depoimentos foi muito diferente. Instada pelo apresentador, a psicóloga, segundo ele, “especializada na área de mãe”, analisou o caso do atirador da escola de Newtown. Em rede nacional, para milhares de espectadores, disse que iria explicar “resumidamente” o que é um psicopata. “É um sujeito que não consegue se colocar no lugar do outro. Não tem pena de ninguém. Não sente culpa. Não sente medo. Pode até achar que fez um bem”, explicou. Nisso, foi interrompida por Faustão que quis saber então porque Adam Lanza se matou. “Talvez por medo de assumir a responsabilidade”. Ué, ele sente medo ou não?
Mas o pior da análise na linha “conheça Freud e um pouco de neurociência num curso por correspondência” foi quando ela mencionou Asperger, fazendo uma salada misturando a síndrome com psicopatia. “Estão dizendo que ele (Lanza) tinha Asperger. É um tipo de autismo em que a pessoa faz contato e às vezes é considerada inteligente”, falou, agora abusando da ideia do que é fazer um resumo. A menção à essa condição mobilizou milhares de pais. Por diversos motivos: passada uma semana do acontecido, em Connecticut ninguém ainda conseguiu entender o que levou o garoto de 20 anos a perpetrar o massacre. Além disso, o autismo, embora muito comum e estudado, ainda é um grande mistério. E motivo de angústia para inúmeras famílias.
A psicóloga seguiu alertando os telespectadores para o que pode ser um sinal de que seus filhos, quem sabe, no futuro, cometam alguma atrocidade. Um deles é: bebê que chora muito (quem é mãe sabe que são quase todos). E frisou: “um bebê que não sorri também não é legal”. No mesmo pacote dos que choram muito, mencionou “aquela criança que acha ótimo cortar o gato para ver como é”. Outro conselho foi para prestar atenção quando algo anormal ocorre, porque “tem mãe que é cega, basta lembrar o caso da Suzane Richthofen, cuja mãe era psiquiatra”. Como assim?
A lição que fica diante dos milhares de protestos que ocupam as redes sociais desde então é que a TV, mais que todas as mídias, tem o poder de formar opiniões. Não pode tratar de temas sérios com leveza e sem fornecer informação.
TREINO DO USO DO BANHEIRO
O
banheiro é uma das áreas onde as crianças com autismo parecem ter a última
palavra. Se a criança se enrijece e se nega a sentar no vaso, todas as
tentativas para convencê-la serão em vão!
O
que se aplica a crianças em geral, aplica-se da mesma forma a crianças com
autismo, e mais ainda. Além dos desafios normais que o treinamento do uso do
banheiro oferece, as crianças autistas apresentam mais alguns:
1.
Frequentemente
apresentam dificulade de aprendizagem e, por issso, podem levar muito mais
tempo para adquirir as habilidades básicas necessárias para tornarem-se
independentes no uso do banheiro.
2.
Como
têm dificuldades de linguagem e comunicação, não pedem nem avisam quando
precisam ir ao banheiro.
3.
Estranham
situações novas. Por isso demoram a se acostumar a ficar sem a fralda.
4.
Devido
à dificuldade de compreensão do mundo social, não percebem que é socialmente
inadequado fazer xixi ou cocô em qualquer lugar.
5.
Pelo
mesmo motivo acima, podem querer brincar com a urina ou fezes. Também por acharem ser um “produto” seu.
6.
Sentar
no vaso parece ser mais difícil para os meninos pois eles aprendem a fazer o
xixi bem antes do cocô. Talvez por se sentirem inseguros, especialmente quando
são bem pequenos.
7.
Frequentemente,
as crianças com autismo têm distúrbios sensoriais e assim, podem não sentir os
movimentos intestinais.
Como começar a atacar o problema?
Há duas coisas que cada pai e mãe
precisa ter em abundância: paciência e
senso de humor! Ambos são, muitas vezes, difíceis de se conseguir. No
entanto, se você mantiver estas qualidades, a lono prazo elas farão muito bem a sua saúde.
Primeiro, não tente travar uma
batalha com seu filho acerca do banheiro. Você provavelmente vai perder e as
coisas podem piorar.
Lembre-se que todas as mudanças na
vida de seu filho precisarão ser feitas passo a passo.
Saiba
que o treinamento vai ser diferente e mais longo do das outras crianças.
Você
não está sozinho. A maioria dos pais das
crianças com autismo está passando ou já passou por essa fase.
È
uma fase. Vai passar.
Estratégias a se
tentar
Não há varinha de condão e estas
estratégias não são fórmulas garantidas de produzirem resultados sempre. Você
encontrará sua propria solução no devido tempo, mas nós relacionamos algumas
idéias que tem ajudado aos pais. Sobretudo, seja realista. Não há razão em
tentar uma estratégia que você não poderá levar até o fim. Seja por falta de
tempo ou porque demanda mais energia e disciplina do que você dispõe no momento
– você acabará frustrado ou com raiva ou deprimido.
v Estruture o banheiro
Se seu filho for pequeninho, tenha um
redutor de tampo e um banquinho onde ele possa apoiar os pés e não fique com
medo de cair dentro do vaso.
v Não use penico
Serão 2 mudanças: da fralda para o
penico e do penico para o vaso!
v Dê o modelo
Seu filho ou filha precisa ver o que
de fato acontece dentro do banheiro. Pai, mãe e irmãos devem permitir que a criança
veja e dê “tchau” para o xixi/cocô .
v Estabeleça uma rotina
Como qualquer criança, a criança com
autismo pode ser auxiliada a adquirir bons hábitos. Sente-a no vaso após cada
refeição. É um bom horário porque os intestinos naturalmente “fazem espaço”
para os novos alimentos. Tente colocar seu filho cerca de 20 minutos após a
refeição.
v Fique atento aos sinais
Sua criança pode dar algum sinal
não-verbal que ela quer fazer xixi ou cocô.
Responda a estes sinais levando-a ao
banheiro e encorajando-a a sentar no vaso.
Se a criança não der sinal, no início
do treino leve-o ao banheiro a cada 30 minutos.
v Não encoraje rituais
Algumas crianças podem insistir em
adotar algum tipo de ritual na hora de ir ao banheiro. Não concorde com isso,
ou ela não aprenderá a usar o banheiro em outro local que não a sua casa.
v “Brinquedo proibido”
Quando seu filho sentar no vaso,
permita que ele brinque com algum brinquedo ou objeto que você proibe em outros
momentos. Esse objeto deve ficar guardado no próprio banheiro e nunca sair de
lá! (ex: uma criança gostava de garrafas pet e sua mãe jogava todas no lixo –
começou a guardar 2 no banheiro; outra criança gostava de mexer na caixa de
bijouterias da mãe – ela separou algumas numa caixa no banheiro)
v Prêmios
Quando sua criança finalmente fizer
xixi ou cocô no vaso, faça aquela festa! Ter algum prêmio guardado para esta
ocasião tão especial também ajuda!
v Passo a passo
Algumas crianças simplesmente prendem
o intestino quando tiramos sua fralda. Os pais devem permitir que sentem no
vaso COM a fralda (ou cueca/calcinha) até que se acostumem. O próximo passo
será colocar a fralda em baixo do tampo e o último passo – tirar a fralda
totalmente.
v Nenhuma estratégia acima é viável para
você?
Então seu filho nem entra no banheiro?
Sentar no vaso nem pensar?
O jeito é você tentar atraí-lo para o
banheiro com alguma coisa MUITO interessante e brincar com ele lá, até que ele
faça o cocô, na fralda mesmo, em pé mesmo. Quando ele aceitar entrar no
banheiro com mais tranquilidade, comece o passo a passo (item anterior).
Fonte:
Fonte:
Mônica
Accioly - adaptação de “Problemas de Toalete” de Dickinson, P.
MÃO AMIGA
BEM VIVER COM AUTISMO A Presidenta da República: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei
É com muito orgulho que retomo as minhas postagens com esse belo presente de Natal a todas as famílias de autistas.
DIÁRIO
OFICIAL DA UNIÃO 28dez 2012 - LEI 12.764, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012 -
Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com
Transtorno do Espectro Autista; e altera o § 3o do art. 98 da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990.:
É importante que vocês tenham essa lei em mãos pois se trata de uma coisa nova e precisamos apresentar quando se fizer necessário para garantir o direito de nossos filhos.
Ausência - Feliz 2013
Bom dia,
as pessoas que me seguem, desculpe a minha ausência.
Sou mãe, esposa, mulher, dona de casa, profissional... e as vezes é difício consiliar a este novo Projeto.
Quem é mãe de um autista sabe como é difíco a rotina com o profissionais que os acompanham e como ja disse, consiliar tudo isso! Ainda mais quando se tratam de dois meninos lindos autistas.
Mas estou retomando as minhas atualizações.
Desejo a todos nós um 2013 cheio de sucesso!
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Livro: Mais do Que Palavras ( Fern Sussman)
Para crianças com Transtorno do Espectro do Autismo, a comunicação é tão importante como para as outras crianças.
No
entanto, elas enfrentam desafios especiais, devido ao seu estilo de
aprendizagem e preferências sensoriais, o que geralmente torna difíceis a
interação e a comunicação.
Felizmente
há algumas coisas que tornam mais fáceis para o seu filho todos os
tipos de aprendizagem, inclusive aprender a se comunicar.
As
idéias deste livro preparam pais para ajudar seus filhos a aprender a
interagir e se comunicar, usando situações que ocorrem naturalmente
durando o dia.
Para
visualizar o e-book basta clicar nos links dos capítulos abaixo. É
necessário ter o Adobe Acrobat Reader instalado para poder baixá-los.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
COMO DEVO LIDAR COM MEU FILHO AUTISTA?
Comece por você, se reeduque, pois daqui prá frente seu mundo será
totalmente diferente de tudo o que conheceu até agora. Se reeducar quer
dizer: fale pouco, frases curtas e claras; aprenda a gostar de musicas
que antes não ouviria; aprenda a ceder, sem
se entregar; esqueça os preconceitos, seus ou dos outros, transcenda a
coisas tão pequenas. Aprenda a ouvi r sem que seja necessário palavras;
aprenda a dar carinho sem esperar reciprocidade; aprenda a enxergar
beleza onde ninguém vê coisa alguma; aprenda a
valorizar os mínimos gestos. Aprenda a ser tradutora desse mundo tão
caótico para ele, e você também terá de aprender a traduzir sentimentos,
um exemplo disso: "nossa, meu filho tá tão agressivo", tradução: ele se
sente frustrado e não sabe lidar com isso,
ou está triste, ou apenas não sabe te dizer que ele não quer mais te ver
chorando por ele.
Você irá educar bem seu filho se aprender a conhecer o autismo
"dele", pois cada um tem o seu próprio, mesmo que inserido em uma
síndrome comum.
Deverá aprender a respeitar o seu tempo, o seu espaço, e reconhecer
mesmo com dificuldades que ele tem habilidades, e verá que no fundo
elas são tão espetaculares !
Você irá aprender a se derreter por um sorriso, a pular com uma
palavra dita, e a desafiar um mundo inteiro quando este lhe diz algum
não.
Você começará a ver que com o tempo está adquirindo super-poderes, e
que a Mulher-Maravilha ou o Super-Homem, não dariam conta de 10% do que
você faz.
Você tem o super poder de estar em vários lugares ao mesmo tempo,
afinal escola, contra-turno, natação, integração sensorial, consultas,
fono, pedagoga, ufa...dar conta de tudo isso só se multiplicando e ainda
se teletransportando ! Você é a primeira que
acorda e última que vai dormir,isso é, quando ele te deixa dormir, e no
outro dia tá sempre com um sorriso no rosto ao despertar do teu galã.
Você faz malabarismos e consegue encaixar o salário da familia, em
tantas contas e coisas que precisa fazer, que só
mesmo com super-poderes. Você nota que seu cérebro é privilegiado,
embora você nunca tivesse imaginado que dentro de você haveria um
pequeno Enstein, pois desde o diagnóstico de seu filho, você já estudou:
neurologia, psiquiatria, pediatria, fonoaudiologia,
pedagogia,nutrição, farmácia, homeopatia, terapias alternativas, e
tantas outras matérias. Você dá aula de autismo, ouve muitas bobagens em
consultórios de bacanas, e ainda ensina muitos deles o que devem fazer
ou qual melhor caminho a seguir para que seu filho
possa se dar bem. Ah... e a informática que anteriormente poderia lhe
parecer um bicho-de-sete-cabeças ... à partir deste filho, você encarou,
e domina o cyberespaço como ninguém! São tantas listas de autismos,
blogs, facebook, orkut, twitter ... ih ... pesquisa
no google então, já virou craque, ninguém encontra nada mais rápido que
você !
Uma hora você verá o que essa "reeducação" proporcionou a você,
pois hoje você é uma pessoa totalmente diferente do que era antes de ser
mãe de um autista. Nossa como você mudou, hein? E topará com a pergunta
que não quer calar: "como devo educar meu filho
autista?" Olhará ao redor, olhará para seu filho e perceberá que ele
também está diferente, que ele cresceu, que já não é tão arredio, que as
birras já não se repetem tanto, que ele até já te joga beijos! Que
aquela criança que chegou solitária na escola, hoje
já busca interagir, e já até fez algum amiguinho. Que ele já está
aprendendo "jeitinhos" de se virar, e nem te requisita tanto mais.
Então, chegará a conclusão que mesmo sem saber responder a tal pergunta,
você tá fazendo um bom trabalho, e que ninguém no mundo
poderia ser melhor mãe/pai que você para esse filho!
Por Claudia Moraes
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