quarta-feira, 17 de julho de 2013

SÍNDROME DE ASPERGER – PARTE 1


OLÁ, AMIGOS!
Vocês já ouviram falar sobre a síndrome de Asperger?
Bem, a síndrome de Asperger foi descrita pela primeira vez em 1944 pelo médico austríaco Hans Asperger. Ele descreveu crianças com déficit na socialização, interesses circunscritos, déficit na linguagem e na comunicação. Este transtorno é classificado como um transtorno invasivo do desenvolvimento, no entanto diferentemente do autismo infantil, a criança com a síndrome de Asperger apresenta desenvolvimento cognitivo e intelectual normal e não apresenta atraso na aquisição da fala.
Quem introduziu o termo Síndrome de Asperger no vocabulário médico foi a psiquiatra inglesa Lorna Wing em 1981 e ajudou a popularizar o diagnóstico a partir da tradução dos artigos originais de Hans Asperger publicados em alemão.
A incidência da Síndrome de Asperger é de aproximadamente 0,3% de crianças e adolescentes em idade escolar e prevalece entre meninos quando comparados com meninas.
O desenvolvimento inicial da criança parece normal, pois são inteligentes e não há atraso significativo na aquisição da linguagem. Contudo, no decorrer dos anos, seu discurso torna-se diferente, monótono e peculiar. Esse padrão diferente de fala pode dar a impressão de que a criança verbaliza de uma maneira muito formal, sem utilização de gírias ou vícios de linguagem e utilizando-se de palavras consideradas difíceis e rebuscadas. Hans Asperger as chamou de “pequenos professores”, devido ao padrão peculiar de fala.
Essa dificuldade de flexibilidade e a persistência para falar de tópicos específicos parecem cansar as outras crianças e ele se torna chato e repetitivo pela ótica de outros estudantes.
A criança com síndrome de Asperger é pouco habilidosa socialmente, o que leva a inadequações comportamentais e à dificuldade no entendimento das relações humanas. São inflexíveis, apresentam dificuldade em lidar com mudanças e são emocionalmente vulneráveis e instáveis. Esse jovem pode apresentar um comportamento excêntrico, suas vestimentas podem se apresentar estranhamente alinhadas.
Há prejuízo na coordenação motora e na percepção visoespacial. Esse jovem frequentemente apresenta interesses peculiares e pode passar horas assistindo ao canal da previsão do tempo na televisão ou estudando exaustivamente sobre temas ou assuntos preferidos, como dinossauros, Egito, carros, aviões ou mapas de ruas, por exemplo.
A alta incidência dentro de uma mesma família indica possível componente genético na sua causa e alterações no córtex pré-frontal do cérebro de crianças com a síndrome de Asperger direciona os estudos científicos para a existência de possíveis fatores neurobiológicos envolvidos. Esse transtorno também apresenta maior vulnerabilidade para outras condições comportamentais como o transtorno obsessivo-compulsivo, os transtornos do humor e a esquizofrenia.

Dr. Gustavo Teixeira
Autor do MANUAL DOS TRANSTORNOS ESCOLARES (Ed. Best Seller)
Professor Visitante do Department of Special Education – Bridgewater State University
Mestre em Educação – Framingham State University

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