terça-feira, 30 de julho de 2013

CASO CLÍNICO, UM EXEMPLO DE INTERVENÇÃO PRECOCE.



OLÁ, AMIGOS!!!
        
Nessa semana, vou descrever um caso clínico de sucesso. Obviamente, o nome do paciente foi substituído para preservar a identidade e confidencialidade da família envolvida. Observe o relato:

André é um bebê de 11 meses de idade que avaliei no consultório. Seus pais foram encaminhados pela escola-creche do filho. Segundo sua mãe, André parece indiferente ao afeto dos pais ou cuidadores, não é empático, não sorri e não tem interesse pelas pessoas.
”Doutor Gustavo, ele nunca olhou para mim, nem quando estou amamentando. O André é meu primeiro filho, mas vejo que ele é diferente das outras crianças da creche. Ele não eleva os braços para ser levantado do berço, não chora quando eu o deixo sozinho, não se interessa pela minha voz e não responde quando o chamo pelo nome. Já levamos ao oftalmologista e otorrino, não há perda visual ou auditiva! O que meu filho tem?”

Segundo a escola-creche, André não aponta para objetos, não manda tchau, não utiliza gestos para se comunicar e não entende jogos sociais básicos.

Após avaliar o pequeno André, juntamente com a escola e com sua família, formulei a hipótese diagnóstica de um transtorno do espectro autista e optamos pelo início de um trabalho psicoeducacional e de estimulação precoce com uma equipe multidisciplinar envolvendo psicóloga cognitivo-comportamental, fonoaudióloga, psicomotricista e facilitadora ou mediadora escolar.

Após 1 ano de tratamento, André evoluiu muito e sua qualidade de vida é muito melhor. Gostaria de destacar também a participação e comprometimento dos pais que “vestiram a camisa do tratamento” e participam ativamente no processo terapêutico do pequeno André!

SEMPRE NA LUTA E SAÚDE MENTAL NAS ESCOLAS!

Dr. Gustavo Teixeira Médico
Psiquiatra da infância e adolescência
Professor visitante do Depto. de Educação Especial
Bridgewater State University Mestre em Educação – Framingham State Universit

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