sexta-feira, 21 de junho de 2013

TRANSTORNOS DO ESPECTRO AUTISTA – PARTE 3

 
Olá, amigos!!!
Chegou a hora de falar um pouquinho sobre as causas dos transtornos do espectro autista e sobre o tratamento. O que fazer ao suspeitar de autismo infantil?
Bem, antigamente acreditava-se que as chamadas “mães de geladeira” seriam as causadoras do autismo infantil. O termo se refere às crianças expostas a mães que demonstravam pouco ou nenhum afeto em relação aos filhos, eram negligentes e muitas vezes violentas. Atenção, amiguinhos: “mães de geladeira” não causam autismo, entretanto, fatores ambientais podem ter uma participação indireta no desencadeamento da doença.
As causas do autismo infantil permanecem desconhecidas, mas diversos estudos indicam que fatores genéticos estão relacionados com a causa do transtorno. Insultos ao cérebro em desenvolvimento durante a gestação estão hipoteticamente relacionados com a origem do autismo. Nesse caso, alterações estruturais cerebrais, fatores imunológicos, neurológicos, bioquímicos, além de fatores congênitos, como rubéola, encefalite e meningite poderiam predispor a criança ao autismo. Tudo isso permanece em estudos científicos.
Ok, apesar de não sabermos 100% dos fatores relacionados com a origem do problema, o que fazer ao suspeitar que meu filho ou meu aluno seja portador de autismo?
Como tenho falado nos posts anteriores, um dos grandes problemas no tratamento do autismo é a demora para a identificação dos sintomas e o consequente atraso para se fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento.
Hoje sabemos que o autismo é um transtorno do comportamento que possui “janelas de oportunidade” para intervenção. Isso significa que se esperarmos para agir, perdemos chances ímpares de promover a melhora desse paciente e limitamos a chance de obter sucesso no tratamento de determinados sintomas.
 Comumente me deparo com casos em que a família demorou muito a procurar ajuda especializada, pois se deparou com profissionais que assumiram o seguinte discurso: “ele não tem nada, ele tem o tempo dele, vamos esperar.” Amigos do nosso blog: existem marcos importantes do desenvolvimento infantil que precisam ser respeitados, caso a criança apresente atrasos nesses marcos evolutivos, ela precisa ser investigada.
Logo, a precocidade do diagnostico e do tratamento são fundamentais. Assim, a identificação precoce do transtorno e o início do tratamento da criança ainda em idade pré-escolar podem ajudar bastante no prognóstico. Quanto mais cedo identificado o problema, melhor!
Sendo assim, o primeiro passo é buscar orientação com um médico especialista em comportamento infantil, normalmente os psiquiatras com treinamento na área da infância, neuropediatras, neurologistas infantis e até alguns pediatras especialistas em desenvolvimento mental infantil.
Na próxima semana falarei um pouco sobre cada uma das principais ferramentas terapêuticas que dispomos para ajudar portadores e familiares.

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